5 dicas para organizar suas finanças em 2016

Se 2015 fez uma bagunça nas suas finanças, bem vindo ao clube

Por Keli Ricarte - Em 14.01.2016


Mais um ano se foi e, como todo mundo, também coloquei algumas metas para 2016. Organizar minhas finanças foi uma delas, assim como de muita gente. A verdade é que 2015 não foi um ano fácil, os juros em crescimento, preços nas alturas e ondas de demissões, fez com que muita gente, assim como eu, “apertasse os cintos” e adiasse o sonho de comprar o carro novo, reformar a casa ou até tirar o nome do SPC.
Sabendo a dificuldade que muitas pessoas possuem em organizar seu lado financeiro, decidi compartilhar algumas dicas simples para tornar mais fácil a tarefa de sair do vermelho.

1. Devo, não nego. Pago quando puder!

Esqueça essa frase para a sua vida. Toda dívida é negociável, o que você precisa saber é negociar. Existem pessoas que possuem dívidas maiores que o seu rendimento mensal. Se esse é o seu caso, os bancos e financeiras estão sempre dispostos a fecharem acordos para facilitar o seu pagamento. Entenda que os bancos gostam de clientes que pagam juros, e quando percebem que não terão esse dinheiro de volta, sabem que o pagamento mínimo é melhor que nenhum. Então, negocie.

2. Defina suas prioridades.

Se você estiver endividado, organize suas dívidas por valor e maior taxa de juros, essas devem ser pagas primeiro. Defina o montante mensal que você pode disponibilizar para quitar suas dívidas. Não use esse dinheiro para outra finalidade, ele será tão sagrado quanto o dízimo é para os cristãos. Tenha em mente que esse dinheiro não te pertence.

3. Corte, corte e corte.

Você precisa ou você quer? Sempre se faça essa pergunta antes de comprar algo. Repita, se for preciso. Se chegar à conclusão de que precisa daquele item, se faça uma nova pergunta: Você precisa disso agora?
Você precisará abrir mão de alguns caprichos para conquistar o que deseja. Se você não precisa, pode viver sem.

4. Crédito? Cartão? Cartão de crédito?

Isso não te pertence mais. Aposente seus cartões de crédito. Entenda que usar cartão de crédito é comprar algo com um dinheiro que não é seu e você não tem garantia de recebe-lo. Parcelar no cartão? Nem pensar. É uma dívida que você terá por 10 meses e você não tem garantia que estará empregado daqui a 10 meses, tem? Guarde o cartão de crédito para emergências.

5. Junte e se programe.

Se nenhum dos casos acima é o seu, e se você não tem dívidas no mercado, parabéns! Você é um sobrevivente de um “furacão” que passou na economia brasileira em 2015 e está mais perto de adquirir o bem que deseja.
Mas não “meta os pés pelas mãos”. Use 2016 para se programar e juntar o dinheiro que precisa, ou uma parte dele. Se o que você quer é comprar um carro novo em 2017, separe todo mês uma porcentagem do seu rendimento para dar de entrada. Isso fará com que o restante das parcelas fiquem menos pesadas.

Nenhuma das dicas acima é impossível de seguir. Como já foi mencionado nesse texto, é tudo questão de prioridades. Defina as suas.