Contratar um funcionário ou alguém que ‘veste a camisa’?

O problema em contratar lemmings

Por Felipe Vinha - Em 26.10.2015


Quando você contrata alguém para sua equipe é preciso saber se está agregando ao seu time um mero funcionário, um lemming, ou alguém que vai “vestir a camisa” e executar algo muito além do “arroz com feijão”. Não que fazer o básico seja ruim, afinal, é o mínimo que se espera de um profissional em qualquer área. Mas é sempre melhor ter junto de você pessoas que compartilham da mesma visão ou ao menos objetivo no mercado similar.

O problema do funcionário

Ter um funcionário não é exatamente um problema. Em muitos casos é preciso contar com o tipo de profissional que “faz bem o básico e acabou”, principalmente em companhias enormes. Mas ter um verdadeiro colaborador por perto muda tudo. A forma com que você trabalha, o ritmo, a confiança e, por fim, o resultado.

Um lemming, daquele clássico jogo de computador, vai fazer o trabalho que é pedido para ser feito de forma excelente, mas ele não saberá fazer nada além disso e pode até morrer. É preciso pegar na mão, guiar – nem pensar em autonomia para ele.

Recentemente soube de um caso onde certa empresa fez grande alarde para abrir uma vaga de destaque em seu elenco, quase como um concurso. Bastante propaganda foi feita em cima, além das diversas chamadas, convocando o público a enviar seus currículos, apresentação em vídeo, com toda a pompa possível para tal.

No final das contas, depois de muitos candidatos verificados, uma pessoa foi enfim selecionada. Com o tempo, era possível notar que aquela pessoa estava um pouco deslocada em sua vaga e, apenas meses depois, largou a empresa por uma oportunidade melhor. Acabou deixando aquela vaga, que foi tratada de forma tão especial e crucial pela empresa, desfazendo todo um esforço realizado.

Teria sido essa pessoa a melhor escolha para a vaga? Ela seria enquadrada na classe de “funcionária”? Não é o caso de questionar o talento de quem estava trabalhando, mas sim a identificação real com o cargo que estava executando.

Ter uma equipe com muitos funcionários e nenhum ou poucos reais colaboradores não renderá um resultado muito eficaz – e pode resultar em algumas decepções. Contudo, não há uma fórmula mágica para contratar a pessoa certa. Setores de RH têm seus métodos e profissionais que trabalham com seleção costumam acertar, mas há sempre um ou outro que pode, inicialmente, demonstrar ser o que não é. Mas esse é um papo para outro momento.

O outro lado da moeda

Dinheiro é bom e todo mundo precisa para viver. Recusar um trabalho nem sempre é possível ou fácil. Temos gerações de funcionários infelizes pelo mundo, trabalhando onde não querem e com o que não gostariam – seja por diversos fatores, desde a necessidade monetária a uma suposta obrigação imposta pelos pais.

Não estou aqui para propagar demagogia e falar para alguém não trabalhar com o que não gosta. Sei que isso não é sempre viável, na maioria dos casos, e eu mesmo já passei por isso em muitos momentos, preso em um emprego que não queria, mas necessitava. Mas, é sempre bom parar, pensar e repensar o que pode ser feito.

Se você não quer mais ser um funcionário, busque algo que tenha afinidade. Emprego não brota do chão, isso é certeza, ainda mais em tempos de crise, mas o mundo atual, mais globalizado e conectado, pode te ajudar a cumprir esse objetivo. Aqui mesmo, no blog da Tagarela, temos dicas importantes e que podem te ajudar, como, por exemplo, ter uma boa rede de relacionamento na faculdade, dicas para montar home office e até textos que te ajudam a não ser um trabalhador desmotivado. Ou melhor: que tal empreender? Também pode ser uma solução para deixar de ser um mero funcionário e vestir a camisa do que ama.

Empregador, saiba quem é sua equipe e tenha o foco nos seus iguais. Colaborador, valorize o valor que é lhe dado e continue superando seus desafios.