Nós abolimos o release

Descubra os resultados de um ano sem escrever release

Por Monique Fernandes - Em 18.09.2015


Há um ano, na Tagarela, deixamos o release de lado. E você deve estar se perguntando o motivo de tomarmos essa decisão. Simples, deturparam o conceito do release. Hoje ele serve apenas para mostrar ao cliente que as assessorias estão trabalhando e atrasar a divulgação. Sim, atrasar! Já pensou em quantas vezes, você, cliente, recebe um texto para aprovação e pede alterações? Você assessor, quantas vezes mandou um texto para um cliente e o mesmo voltou todo rescrito como um texto publicitário? Isso são fatores que travam uma divulgação. Já vi releases levarem 15 dias para serem aprovados. Nesse tempo, a assessoria não trabalha aquele assunto, pois não teve o aval do cliente.

Quando o press release foi inventado, era para ser um texto informativo com a proposta de facilitar o trabalho do repórter que trabalha em redação. Ali ele poderia encontrar falas de personagem, local, data, números que o ajudariam a escrever a sua matéria, uma fonte de consulta confiável para checagem de informações. Assim a assessoria poderia evitar que informações fossem publicadas com erro. Com o tempo isso foi perdendo o sentido. O release virou um texto burocrático que tangibiliza para o cliente o serviço. Para muitas assessorias de imprensa, cada texto entregue é uma forma de mostrar que o trabalho está sendo feito, o cliente parte do princípio que se ele aprovou o texto, os releases foram enviados e se não teve matéria, fugiu do controle do assessor.

O que alguns não sabem, muitos desses releases são usados para agradar o cliente e nunca serão usados pela assessoria. Exemplo, o cliente pediu para fazer uma divulgação de uma nova contratação para o time. Isso não é de interesse da mídia. Existem assessores que ao invés de informar ao cliente que vai ser um desgaste da relação da empresa com os jornalistas fazer uma divulgação de algo irrelevante para o público daquela mídia, preferem escrever, enviar para aprovação, nunca utilizar esse texto e dizer que não houve interesse dos jornalistas. É melhor produzir um release do que gerar um possível desgaste com o cliente. O tempo em que o assessor está fazendo esse texto, poderia muito bem estar trabalhando uma pauta mais útil para a empresa.

O papel do release foi banalizado com o passar do tempo. Hoje, muitas assessorias preferem “vender” apenas o release. Cobram pela produção de texto e envio para a base de jornalistas. Fazem spam totalmente sem critério. Publicam em ferramentas de distribuição automática, com o objetivo único de fazer volume de publicação. Antes de ter a minha empresa trabalhei em algumas assessorias que faziam isso e contabilizavam veículos sem relevância alguma para aquele produto específico e que não traziam nenhum resultado para o cliente. São vendedores de ilusão. Isso é feito por pessoas que buscam fazer o mais fácil, pois pensar em estratégia e fazer uma divulgação que realmente dê resultado para o cliente demanda tempo.

Em um ano sem escrever releases dentro da Tagarela, nós aumentamos significativamente o resultado para os nossos clientes e, consequentemente, o nosso. Preparamos pautas específicas para cada veículo e pensamos as melhores matérias para aquela mídia. Quando entregamos uma notícia realmente boa, de interesse público, não precisa de Follow Up e atingimos os resultados para o cliente. Não fazemos volume de clipping, preferimos entregar uma matéria no mês (mas que vai gerar resultado para o cliente), do que 20 matérias em veículos fora do segmento de atuação da empresa, ou em mídias pequenas. Nossos clientes estão satisfeitos com os nossos resultados, então nós vamos seguir não escrevendo releases.