Se contratar é uma arte, divulgar vagas faz parte

Cuidado para não divulgar uma vaga de forma imprópria

Por Keli Ricarte - Em 14.04.2016


Que a “barca” passou pelas empresas e carregou muita gente, não é segredo. Mas o que a maioria não sabe, é que tem empregador se aproveitando do desespero das pessoas ao procurar emprego. Se tornou comum vermos anúncios para vagas que vão de inusitadas à completamente desproporcionais à realidade. Afinal, é cômodo para a empresa contratar um empregado pronto e que possa desenvolver mil e uma atividades com custo baixo.

Quem topa se aventurar nessas vagas, muitas vezes termina sobrecarregado ao desenvolver sozinho funções de duas ou até três pessoas, recebendo pouco retorno, seja financeiro ou pessoal.

Infelizmente, com o atual cenário econômico, rejeitar determinadas vagas de emprego não é uma opção. E uma consequência disso são profissionais exercendo funções completamente diferentes da sua área de formação.

Mas há quem prefira resolver a falta de dinheiro e o desemprego da sua maneira. Trabalhando por conta própria, os freelancers encontraram na crise uma oportunidade de se tornar autônomos, podendo prestar serviços a determinada empresa por até três dias na semana.

Infelizmente essa solução não cabe a todos os profissionais. E esses, precisam se submeter a exigências absurdas das poucas empresas contratando.

Em algumas descrições de vagas, falta apenas solicitar que o candidato possa ler mentes, ou se teleportar. E se pedisse, creio eu, que ainda teria um número razoável de candidatos. Não por possuírem essas habilidades, mas pelo desespero causado pelo grande número de desempregados no país.
Ainda há um agravante nessa situação toda: as centenas de formados que as faculdades vêm lançando no mercado sem nenhum preparo prático, apenas teorias.

Se a situação está difícil para profissionais que possuem anos de experiências em suas funções, imagina para os que estão chegando agora.

Foi um erro não preparar o mercado para receber tanta gente? Talvez. Mas o erro principal está sendo das empresas ao buscarem super-heróis como colaboradores.

Sorte a nossa que os Vingadores não são reais, pois se fossem, muitos de nós perderíamos nossos empregos.