Separar as contas pessoal e empresarial é fundamental

Assim como você e sua empresa não são a mesma pessoa, as contas também devem ser separadas.

Por Keli Ricarte - Em 27.10.2015


No mundo empresarial, é comum vermos gestores utilizando as contas da empresa para pagamento de despesas pessoais e vice-versa, mas esta atitude é incorreta e pode prejudicar seus negócios a médio e longo prazo.

Engana-se quem pensa que, já que a empresa é sua, o capital que ela possui também é seu. Não, não é!
Após o registro em junta comercial e emissão do número do CNPJ, “nasce” uma pessoa jurídica, com direitos e deveres. E assim como não se pode pagar as suas contas com o dinheiro de outra pessoa, não se deve usar o dinheiro das empresas para essa mesma finalidade.

Além de não ser indicado, misturar as contas pessoal e empresarial confunde o fechamento financeiro da empresa, uma vez que não é simples justificar a saída de dinheiro que não seja para uso da organização. O ideal é que a transferência do dinheiro de pessoa jurídica para pessoa física seja feita através do pagamento da folha Pro Labore, que é a remuneração paga pela empresa aos sócios pelos serviços prestados.

O pagamento da Pro Labore deve ser estabelecido em contrato social e indicar quais sócios irão possuir este direito, uma vez que existem sócios que apenas investem na empresa e não exercem a função de administrador e, o indicado nesse caso, é o pagamento de dividendos. É importante ter em mente que o valor da Pro Labore leva em consideração dois fatores: valor de mercado pago aos profissionais que exercem a mesma função e capacidade financeira da organização. O responsável pelo cálculo deve ser o setor de contabilidade da empresa.

Para o sucesso de uma empresa, é necessário que as finanças estejam organizadas de modo que, seja possível entender a saúde financeira de uma empresa sem fazer muito esforço. Ou seja, misturar as contas não é uma boa opção e em tempos de crise não se pode dar sorte para o azar.