O que é a economia colaborativa e como ela pode ajudar

A confiança dos clientes nos colaboradores é um processo que exige tempo e pode alavancar o negócio

Por Leonardo Leão - Em 29.01.2016


O empreendedorismo tem crescido no Brasil e cada vez mais plataformas chegam ao acesso das pessoas com ideias produtivas para o país. Uma das áreas que mais traz projetos é a da economia colaborativa.

Criar oportunidades para pessoas – através de um serviço diferenciado ao próximo – angariarem renda é uma baita ideia, mas bate em entraves que exigem uma mudança na cultura da sociedade brasileira: “Trazer pessoas para tão próximo de mim é seguro?”, “A internet é segura?”, “Hoje em dia não se pode confiar em ninguém”, “Qual a minha garantia?”, são frases que precisam ser respondidas.

Como? Através de credibilidade, através de uma mudança comportamental de toda uma sociedade, tanto de quem compra, como de quem vende e de quem participa. A economia colaborativa parece uma ideia simples, mas ela é totalmente complexa, e tem o poder de mudar uma sociedade, pois ela indica oportunidade para todos – cidadãos que querem trabalhar dignamente.

Uma plataforma desse segmento precisa cadastrar na sua lista de “colaboradores” pessoas que consigam comprovar boa índole, bom atendimento e vão ser julgadas por isso, pois terão suas avaliações expostas e devem receber bonificações pelos bons trabalhos prestados.

Ao mesmo tempo, o marketing dessas empresas deve estar atento a todos os detalhes, pois a forma correta de passar essa credibilidade pode ser a chave para o sucesso. Se conseguir a confiança dos clientes mostrando que o negócio é seguro, provavelmente a empresa conseguirá impor a filosofia e criará uma rede gigantesca.

Essa relação vem dando certo para algumas plataformas: a Pet Roomie, que encontra cuidadores de pets enquanto os donos viajam; e o Garffos, um divulgador de pratos feitos por chefs caseiros, são bons exemplos. Deixar um bicho de estimação com alguém de confiança por um custo menor é muito importante para determinados públicos. E comer algo diferente, de pegada mais caseira, de preço baixo, e ainda incentivar alguém com talento, com comida de qualidade e entrega segura, é genial.

Outros de mais sucesso como o We do Logos e o Uber mostram que há espaço para todo mundo, basta querer trabalhar, se qualificar, ter bom atendimento, boas intenções e deixar que a demanda chegue. A demanda sempre existirá. Ela só se modifica com o tempo, faz novas exigências, e é aí que a Economia Colaborativa entra: a oportunidade surge, aproveita quem quer.