Bienal do Livro é mais uma escada para o conhecimento

Feira de livros alterna entre Rio e São Paulo continua a crescer e surpreender

Por Felipe Vinha - Em 09.09.2015


A Bienal do Livro está de volta ao Rio de Janeiro, no Riocentro, com dezenas de editoras e publicações para todos os gostos. Os mais jovens podem curtir romances adolescentes, enquanto outros preferem buscar por clássicos da literatura. Por outro lado, a Bienal é também um ótimo local para empreender e se inspirar para um novo negócio.

Alquimia das letras

Com três pavilhões inteiros ocupados por editoras e empresas relacionadas, a Bienal reserva surpresas para quem busca ficar por dentro das novidades de mercados. Editoras universitárias, especializadas em livros profissionalizantes, com dicas para trabalhos variados e assuntos bem relacionados a isso estão por lá.

Por mais que seja um evento voltado para o grande público, também é um ótimo lugar para trocar ideias, experiências e networking. Se você tem um negócio na área literária, é ainda uma oportunidade para apresentar seu livro ou editora às pessoas ou a parceiros que podem publicá-lo no futuro.

A grande alquimia das letras, a reunião que a Bienal proporciona vai além de pessoas com livros, mas também com o conhecimento. É comum ver grandes livrarias expondo seus estandes por lá, mas é ainda mais normal termos pequenos “cubículos”, com escritores que acabaram de sair do amadorismo e resolveram investir na carreira.

Isso, é claro, além da oportunidade de conhecer livros apenas para aumentar as opções em sua estante, se deparar com autores que ainda não tinha algum contato ou simplesmente aproveitar as promoções e comprar aquela coleção que você estava pesquisando há tempos.

Muito além da Bienal

Para quem não vai na Bienal, teremos sempre a oportunidade de conhecer outros livros e lançamentos. Ainda que não estejam na feira, podem merecer sua atenção e algum destaque. Um destes casos é “A Verdade Nunca Morre”, de William C. Chasey, lançado no Brasil pela Editora Solo.

Para quem está acostumado a tramas políticas como House of Cards ou The West Wing, A Verdade Nunca Morre pode ser um prato cheio, com enredo político, policial e militar, mas com um detalhe importante: sua história é verídica.

William C. Chasey é um ex-lobista que descobre obscuridades de organizações americanas e vê a vida desmoronar com falência e prisão. Em um alto posto político e com grande acesso aos membros políticos dos Estados Unidos, Chasey foi contratado para forjar comunicações entre a Líbia e o congresso norte-americano, e para isso foi a Tripoli, resolver uma situação que parecia insolúvel.

Em seu retorno, Chasey encarou sérios problemas, como contas bancárias congeladas, clientes que foram desencorajados em trabalhar com ele, e amigos que foram aconselhados a não manter relações. Tudo culmina com investigações sobre sua vida a partir de um trabalho forçado, até que Chasey é perseguido, incriminado e preso em prisão federal.

O livro vai virar filme – os direitos já estão com Hollywood, em fase de pré-produção –, mas a trama já pode ser conferida a partir da publicação em português. A obra de William C. Chasey é uma das leituras atuais aqui, na Tagarela.