Celular já domina o mercado da Internet, e é bom saber isso para empreender

Hoje, qualquer projeto precisa ter como objetivo atingir primeiro o usuário móvel.

Por Felipe Vinha - Em 06.04.2016


Nos anos 90, ter um celular era ainda mais difícil do que ter linha telefônica fixa. Hoje em dia podemos afirmar que o jogo virou, não é mesmo? De acordo com o Suplemento de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2014 divulgado nesta semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os celulares já são campeões de acesso à Internet no Brasil.

Se por volta do início dos anos 2000 tivemos o crescimento da banda larga no Brasil, e com ela a obrigatoriedade de ter uma linha telefônica fixa para receber o sinal, hoje temos planos de dados celulares que superam a velocidade da Internet doméstica em alguns locais do país, em números bem destacados.

De acordo com o estudo, o celular já representa cerca de 80% do acesso à Internet, enquanto o computador fica com pouco mais que 75%. O número é impressionante, mas só prova o seguinte: o celular está mais importante do que imaginamos. Empresas como Facebook, Google, Apple e similares são as que puxam esse tipo de dados, e também as mudanças de mercado.

Hoje, para lançar um negócio, você precisa pensar de cara no público móvel, que pode representar uma fatia importante de usuários, se não representar sua totalidade, praticamente. Não dá para pensar em um site sem ter em mente sua versão mobile desenvolvida no mesmo passo. Um novo negócio que já está validado e pronto para ser lançado pode e deve vir acompanhado de sua versão “app”, mesmo quando ela não cabe muito bem no contexto e tenha apenas funções mais básicas.

O celular de hoje é mais poderoso que os primeiros computadores e agregam muitos outros antigos aparelhos dentro dele, como tocador de músicas, máquina fotográfica, máquina de escrever. Isso não é segredo para você, que provavelmente faz uso massivo de algum dispositivo móvel, mas ainda assim vemos nascer iniciativas que não oferecem uma alternativa móvel, ainda que básica, para abocanhar o público e cativar o lugar no mercado.

Nadar contra a maré pode ser uma boa ideia se você possuir na manga um negócio disruptivo e realmente inovador. Se for algo interessante e diferente do que temos por aí ou se for apenas um serviço “ordinário”, mas de extrema importância, é bom pensar em andar junto com o mercado e com as regras que as “grandes” ditam no público. Querendo ou não, as inovações são acompanhadas de grandes nomes, seja no “antes, durante ou depois” de seu desenvolvimento.