Design Thinking: Um grande aliado para o seu negócio

Por Redação - Em 12.03.2014


Todo empreendedor sonha com a última linha do balanço de seu negócio na cor azul. Mas a jornada não é das mais fáceis.

O empreendedor é pressionado diariamente por resultados e vive apagando incêndios. Olha para os concorrentes e vê jardins mais verdes que o seu. A rotina lhe consome. As despesas crescem em proporções por vezes maiores do que as receitas. O que antes era um sonho, vira agonia.

Se o empreendimento vai bem, as falhas são jogadas para debaixo do tapete do lucro. Porém, um dia o tapete não é mais capaz de cobrir a sujeira e se inicia uma alergia ao pó dolorosa.

A história se repete e não há apenas uma única razão para que isto ocorra. Também não podemos afirmar que um erro é mais determinante que outro, nem tão pouco criar uma escala crescente de equívocos nocivos aos negócios. O fato é que a combinação de um conjunto de erros acaba por criar uma mistura explosiva que ameaça e aniquila empresas.

Contudo, dois em especial são recorrentes e estão intimamente ligados: a cópia de modelos de negócios existentes e a falta de intimidade dos empreendedores com estratégia e gestão.

É comum encontrarmos negócios que são copiados de outros já existentes. O empreendedor acaba confundindo o que era para ser uma referência ou inspiração com um modelo padrão. Empresas iguais, que oferecem valores e serviços similares são diferenciadas apenas no quesito preço. O achatamento das margens de lucros e a concorrência predatória é apenas uma questão de tempo.

Para piorar o cenário, o empreendedor negligencia a estratégia, pois parte direto para ação. Desta vez deturpa o conceito de velocidade pela pressa. Deposita em planos de negócios ou em análises numéricas baseadas em informações passadas a esperança de obter lucros generosos. Requenta modelos de gestão de forma reativa aos problemas que enfrenta. Se preocupa mais com o como do que com o porque. O poder de crítica é relevado para segundo plano, bem como o propósito da criação da empresa. A essência de ser empreendedor se perde.

Não há solução mágica, porém uma filosofia empresarial – que nasce de uma metodologia – apresenta alternativas concretas para esses problemas: o Design Thinking.

Antes de explicar do que se trata, é importante esquecer o conceito de estética que a palavra “design” carrega. Aqui o “design” é projeto, é desígnio, é o tal propósito. Pensar como designer é buscar uma solução mais ampla para o problema, que consiga atender as necessidades do usuário, inclusive aquelas que ele nem mesmo sabe que possui.

Tim Brown, um dos entusiastas do método, define Design Thinking como “uma disciplina que usa a sensibilidade e os métodos do designer para suprir as necessidades das pessoas com o que é tecnologicamente factível, e recorre ao que uma estratégia de negócios viável pode converter em valor para o cliente e oportunidade de mercado”.

Ou seja, em um mercado cujo o ambiente é hostil, usa da incerteza -inerente à natureza dos negócios – como combustível na busca por oportunidades.

Além disso, dialoga com a gestão de uma maneira mais orgânica, afinal ancora sua lógica empresarial na importância de orientar o empreendimento para as pessoas, centrando no ser humano suas soluções. Equilibra o pensamento analítico dos números com o pensamento intuitivo da paixão pela empresa.

Se a empresa possui um problema, o Design Thinking mergulha no problema do problema. Na maioria dos casos, os empreendedores atacam o efeito e, sem tempo, desprezam a causa.

O Design Thinking entende que é fundamental para o sucesso das empresas que as mesmas se relacionem com a inovação no seus produtos ou serviços. O valor que a empresa entrega para o cliente está no diferencial que ela constrói, na maneira alterada de se fazer as coisas. Por isso, pensar na estratégia do negócio é mais importante do que pensar em planos.

Pensar em estratégia é pensar na gestão do negócio. A gestão não pode ser um grupo de ferramentas que são pinçadas sem ao menos saber os seus objetivos. Se temos parafusos, usemos chaves de fenda. Pena que o empreendedor, dublê de gestor, vai utilizar martelo para inserir na marra um parafuso em seu lugar.

O Design Thinking transita em todas as áreas da empresa valorizando as pessoas, cocriando soluções, engajando todos aqueles que tem contato com o negócio.

Grandes e pequenas empresas que utilizaram e utilizam o Design Thinking conseguem tomar para si o rumo de seus negócios. Constroem sua história sem delegar para o mercado seu caminho. Rompem com modelos tradicionais de negócios e ditam tendências. Ampliam as suas chances de ter um azul mais vivo naquela última linha do balanço.

Esse texto foi escrito por Marcelo Macedo, cliente Tagarela e responsável pelo desenvolvimento de negócios na Tangerina Design.