Empreender é um verbo cada dia mais conjugado pelos jovens brasileiros

Por Leonardo Leão - Em 03.03.2015


Quando entrei na Tagarela, não entendia nada sobre empreendedorismo. Tinha, no máximo, uma ideia sobre franquia por ter trabalhado em uma. Tinha aquele desejo, nada que me consumisse, de, um dia, ter uma. Um pouco mais de seis meses depois, me vejo obcecado pelo verbo empreender. Tem vários motivos que contribuem para isso.

Primeiro, porque respiro isso no trabalho que desenvolvo dentro da equipe. Me inteirei no assunto, aprendo todos os dias, e venho tendo noção do quão bom pode ser empreender. Segundo, porque vejo inspirações dentro da própria Tagarela e até em nossos clientes. São pessoas que sonham e vão atrás de emplacar suas ideias e imprimem seu espírito em suas empresas. Terceiro porque converso com amigos e estes confirmam a tendência: os jovens estão cada dia mais com vontade de empreender.

E não são somente eu e meus amigos que pensamos assim: 60% dos universitários brasileiros desejam abrir um negócio. O dado é da pesquisa lançada esse mês, pela Endeavor, em parceria com o Sebrae, sobre empreendedorismo nas universidades.

Os números só provam uma tendência clara de comportamento do jovem brasileiro; os chefes agora não possuem mais cabelos brancos. Saíram do cenário o terno e a gravata. Entraram os jeans, camisetas nerds, bonés e tênis. Os donos de negócios agora são aqueles com 20 ou 30 anos, tem mais vitalidade, força, vontade de crescer e que se encaixaram no ramo buscando experiência dos mais velhos, ouvindo, e aprendendo com aqueles que desbravaram nas décadas anteriores o caminho do empreendedorismo, para ganhar bagagem e poder abrir sua empresa. E isso me deixa orgulhoso e cheio de esperança sobre o futuro!

Eu também quero ser dono do meu negócio, dentro do jornalismo que escolhi. E depois quero abrir um restaurante com o jeito Léo de ser. Quero montar produtos para suprir necessidades que eu encontro nas ruas e que ninguém tem a solução. Quero melhorar a forma de ensinar pessoas. Quero gerir um negócio de uma forma diferente. Quero abraçar o mundo. Querer empreender é buscar formas de mudá-lo. E é isso que eu quero fazer!

Um país em que é cada dia mais difícil ser um funcionário, eu quero ser chefe. Não para ter status. Mas para poder valorizar aqueles que trabalham comigo. Para poder fazer diferença para o Brasil. Para ser espelho para novos empreendedores. Para pensar fora da caixa. E está cheio de gente assim por aí. Eu já consigo perceber isso. E quero me juntar a essas pessoas.

O trabalho é árduo. Não exige só dinheiro. É necessário visão, experiência e apoio principalmente. Entender a área, do que se trata, como agir em certos casos, conhecer o ramo no geral, aparecer, ser reconhecido, e principalmente ter paciência. Eu já aprendi que as coisas não vêm em um piscar de olhos. Agora tento aprender como me acalmar, como esperar, sem perder o foco. E esse é o maior desafio para os jovens dessa pesquisa que, assim como eu, estão na faculdade e sonham e se tornarem empreendedores.

Mas nós somos o presente e o futuro. Nós somos a revolução. O mundo evoluiu e agora chegamos para dizer que acompanhamos essa caminhada. Que viemos para mostrar trabalho de qualidade, resultado e profissionalismo com uma roupagem diferente do que já existe. Viva os jovens e sua garra para empreender e transformar o nosso país!