Empreender no mercado universitário pode ser uma boa opção

Bernardo Egas conta sua trajetória e dá dicas para quem deseja entrar nesse ramo

Por Keli Ricarte - Em 19.02.2016


No Brasil existem inúmeras instituições de ensino superior, e em 2014, 58,5% dos estudantes que possuíam entre 18 e 24 anos eram universitários. Para muitos, os universitários são apenas estudantes, mas para outros são vistos como consumidores em potencial.

A verdade é que os universitários desenvolvem um sentimento pela sua faculdade, e gostam de andar com as siglas e cores da instituição, e os atletas, com escudos do time que fazem parte. Isso mesmo, dentro das universidades existem times de diversos esportes que representam sua faculdade ou curso em jogos universitários. Alguns empreendedores perceberam a carência do mercado universitário e decidiram investir na área.

Bernardo Egas é um deles. Em 2009 criou a Rio Universitário, empresa que promove eventos voltados para o mercado universitário como “chopadas” (Direito UFRJ, Medicina UFRJ, Medicina Souza Marques, PUC Fantasy e outros) e jogos universitários OREM, SUPER 15, Engenharias de São Paulo, além dos Jogos Jurídicos, que normalmente têm duração de quatro dias e média de 4 mil pessoas por dia.

Formado pela PUC, durante sua graduação atuou como Diretor Social e acompanhou as gestões de seu amigo Marcelo Queiroz em entidades estudantis, como a atlética de Direito e DCE (Diretório Central dos Estudantes) da instituição de ensino, o que segundo ele, lhe deu uma visão importante do mercado.

Depois de completar esse ciclo na PUC, decidi fundar uma empresa para continuar atuando nesse mercado que eu havia descoberto e acreditava tanto, mas dessa vez com uma visão empresarial”, disse Egas sobre a escolha de empreender no mercado universitário.

Mas não pense que investir nesse mercado é fácil. Para Egas, o principal desafio que encontrou ao criar a empresa foi a falta de credibilidade que o mercado universitário tem com grandes patrocinadores. Por sorte, ele tinha um outro amigo empreendedor, Thiago Goes, que ao identificar esse problema montou uma agência que liga o produto universitário à parceiros em potencial.

É um mercado de risco, que muda muito rápido e que requer um acompanhamento intenso.(…) Ame esse mercado ou invista em outra coisa”, disse sobre o mercado universitário.

E para quem está pensando em investir, aqui vão algumas dicas de quem já está nesse ramo: conheça seu público, encontre seu espaço e seja correto.

Sua credibilidade é tudo. Mas sempre que você se sentir confortável com o tamanho das coisas que está fazendo, faça um esforço para subir seu patamar”, conclui Bernardo.