Franquias andam na contramão da crise

Empreendedores do ramo continuam investindo, mesmo frente ao cenário de futuro nada bom

Por Leonardo Leão - Em 14.09.2015


O aumento do dólar reflete a crise do país. Os veículos mostram taxas maiores de desemprego. Os consumidores falam da alta dos preços e da dificuldade em consumir. Mas quando a sensação é de um caos geral, aparece um ramo da economia na contra-mão: o de franquias.

Segundo dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF), o setor bateu, no primeiro semestre de 2015, números que animam a qualquer empreendedor. O faturamento atingiu mais de R$ 63 bilhões, ou seja, 11,2% de crescimento em relação ao mesmo período do ano passado. Isso se deve muito ao modelo das franquias que permite uma cooperação entre franqueado e franqueador.

Para Claudio Tieghi, diretor de Inteligência de Mercado, Relacionamento e Sustentabilidade da ABF, “o franchising apresenta esse desempenho porque as redes são orgânicas, como um ser vivo: na medida em que o mercado expande ou retrai o consumo, as redes têm rápida capacidade de reação. Há uma troca e um acompanhamento constantes, tanto de informações quanto de indicadores envolvendo franqueador e franqueado”, explica.

Entre os segmentos do ramo, os que mais cresceram foram Esporte, Beleza, Saúde e Lazer, que alcançaram um faturamento 24% maior. Hotelaria e Turismo vieram atrás com um aumento de 15%, seguidos de Alimentação com um desempenho 12% melhor.

A confiança no setor é tanta que as redes não param de investir. O Vizinhando – Espeteria de bairro é um belo exemplo. Em menos de um ano, virou franqueadora e já projeta a quarta loja. O Billy The Grill, que possui os mesmos fundadores da espeteria, continua sua expansão pelo Estado do Rio de Janeiro e abriu, só em 2015, cinco novas unidades.

Os números estão aí. Os exemplos também. Se hoje existe um bom ramo para empreender, ele é o de Franquias. Mapeie o mercado, estude sobre gestão, conte com pessoas sérias, veja os resultados, entenda como o setor funciona e abra o seu negócio. Se o seu sonho é empreender, não será a crise que irá destruí-lo.