Microinfluenciadores podem ser muito mais produtivos para seu negócio

Por um custo mais barato e com um resultado efetivo, esse tipo de publicidade se torna tendência

Por Leonardo Leão - Em 27.04.2017


Vamos partir do principio que você tem um empreendimento que recebe clientes de um nicho, por exemplo, do seu bairro. Vamos definir seu negócio como um barzinho frequentado pelos amigos da vizinhança, naquele clima bem família, onde todos da região se encontram e se falam, tudo bem?

Você quer divulgar o bar, mas não sabe como fazer. Enxerga na cultura dos influenciadores o planejamento ideal do seu marketing: descobre que fulano, um ator famoso, nasceu por aquelas bandas, e consegue convidá-lo (provavelmente por alguma quantia financeira alta) para matar a saudade de suas origens, propondo que ele mostre nas suas mídias que foi ao bar e tal, uma forma de gerar comentário sobre o local e dispertar o interesse dos clientes.

A ideia é boa. E vai te gerar retorno. Mas não é a unica opção viável e talvez nem a melhor: usar um influenciador famoso é caro e deixa muito escancarado (a não ser que seja muito bem feito) que é uma publicidade. Os mais espertos vão se perguntar: “esse cara nunca mais voltou aqui, esqueceu de todo mundo, e do nada sente saudade?”.

Eis que surge uma outra opção: o trabalho com microinfluenciadores. Mas como é isso? Todo nicho possui pessoas ou grupos importantes, principalmente quando falamos de bairros. Todo bairro tem seus “famosos”, tem o querido por todos, tem a menina que as outras seguem, tem os grupos tradicionais, os da antiga, os que fazem sucesso, os com grana, entre outros. Essa galera tem dois tipos de influências muito fortes: o boca a boca e o marketing de proximidade.

Entre os jovens, isso é realmente eficaz. Não por um acaso, lugares como Baixo Gávea, Buxixo, Baixo Méier e Cobal fazem tanto sucesso. É lá que aquela menina que você tá de olho e que mora três ruas depois da sua vai estar, é lá que seus amigos de escola vão estar, é lá que você reencontrará outros tantos amigos da sua região, é lá que você conhece todo mundo e se sente a vontade, te faz sentir até um pouco dono da coisa, não é?

Ligado a esse marketing é importante criar ali um clube, deixar cada vez mais aquelas pessoas se sentirem em casa, porque é isso que fazem elas estarem ali. Em um bar que conheço, desses que tem uma franquia por bairro, formou um grupo que está sempre lá. Esses caras inclusive criaram um evento de fim de ano, que inclui boné e camisa, uma grande reunião de amigos no bar, e a cada ano aquele grupo cresce e aquele evento cresce. Na base de muita moral mútua e de muito relacionamento é claro. Muitos já perceberam esse movimento e se juntaram. Isso faz do estabelecimento um dos preferidos da região. Olha aí o marketing dando certo por um custo muito mais baixo. É disso que estamos falando.

Ele não usa de promoções para conquistar a clientela como seus concorrentes. Ele se aproveita do vinculo criado, da relação “garçom x cliente”, do chorinho, do “fica a vontade” e com isso mantém os seus preços, seu lucro, e batalha contra a crise. Outros bares usam desta tática também. E acreditem, dá certo. As pessoas se procuram. Jovens quando não querem ser vistos vão pra longe. Se vão ficar pelo bairro, que seja perto de todos, sendo visto por todos, de olho em todos. Então, abuse das redes sociais dessa galera, estude quem são os microinfluenciadores, conquiste esses caras, faça com que eles chamem a galera. É divulgação direta, rápida, espontânea, e traz resultado.