Mulheres, enfim, no comando

Mulheres tomam espaço e estão cada dia mais inseridas nos negócios

Por Thalita Linhares - Em 08.03.2016


Hoje, no Dia Internacional da Mulher, 8 de março, o mundo inteiro discute a equidade de gênero e a igualdade completa de direitos das mulheres. Apesar de ter avançado muito na história, as mulheres ainda são vistas, em algumas ocasiões, como frágeis e incapazes, e por isso encontram dificuldades para se inserir em mercados considerados majoritariamente masculinos, como, por exemplo, o de startups.

Mas sim, há esperança de mudança deste cenário! O último levantamento do Global Entrepreneurship Monitor 2015 (GEM-2015), estudo que faz o mapeamento do empreendedorismo no mundo, mostra que no Brasil, elas iniciam novos negócios na mesma proporções que os homens. Enquanto eles são responsáveis por 51% dos empreendimentos iniciais, elas estão a frente de 49% dos novos negócios. Quando falamos de empresas estabelecidas, aquelas com mais de três anos e meio, as mulheres comandam 44%, e os homens 56%.

Exemplos não faltam

Representando essa nova geração de mulheres empreendedoras, Sabrina Gallier, cofundadora e sócia do Nibo junto com dois homens, conta que para se adequar ao mercado teve que ir além, ser mais criativa, inovar e renovar mais que os demais. “Nos negócios, a mulher precisa se provar, chegar em reuniões mais preparada, ter mais dados que os outros, saber argumentar muito bem. Não basta ter uma boa ideia, tem que saber vendê-la e defendê-la”, afirma.

Ela também conta que as maiores dificuldades que teve em empreender, são as mesmas que tem sendo mulher no cotidiano. “As vezes você tenta contato com alguém de cargo elevado, e não recebe a devida atenção, ou até mesmo te mandam tratar com a secretária. Percebo isso nas gerações mais velhas, nem tanto com o pessoal mais novo”, conclui.

Sabrina é apenas um exemplo de muitas mulheres que estão no comando de startups e empresas diversas no Brasil e no mundo. Se esse cenário era quase impensável há 20 ou 30 anos, pessoas como ela conseguem nos provar que, sim, ainda há espaço para mais mudanças e superações.