O que aconteceria se o Instagram não tivesse recuado

App propôs mudanças semelhantes as do Facebook mas usuários reclamaram

Por Leonardo Leão - Em 30.03.2016


Mark Zuckerberg anunciou a compra do Instagram – app de fotos e vídeos instantâneos – no dia 9 de abril de 2012. O CEO do Facebook é especialista em transformar suas plataformas em grandes empresas lucrativas e, assim como fez com a timeline de sua primeira rede social, fará também com o feed de fotos e vídeos do Instagram. Porém, graças aos pedidos dos usuários, a proposta foi adiada.

Qual a intenção? Mark sabe que as marcas (sejam elas empresas ou pessoas físicas) usam ambas as redes como plataforma de marketing e aproveita para ganhar dinheiro com isso. Antigamente, todos posts apareciam nas timelines em ordem cronológica. Os usuários tinham acesso a todos os conteúdos de seus amigos e dos perfis e páginas que seguiam. Hoje em dia, o Facebook está diferente.

Agora, as marcas para conseguir divulgar o conteúdo precisam impulsar suas publicações. Os usuários possuem acesso a um número restrito de posts – os amigos que mais tem proximidade. O algoritmo leva em consideração os likes, os shares, os comentários,marcações e até as conversas do chat. O Facebook se tornou extremamente segmentado, o que acabou tirando um pouco da graça. Pode acontecer de um amigo distante postar algo do seu interesse, mas provavelmente você nunca vá saber. E com as marcas? A situação é ainda pior.

O Facebook exige que as empresas gastem dinheiro para que seus conteúdos sejam vistos por todos os seus clientes. Uma publicação com investimento financeiro pode ser visto por mil, duas mil, 10 mil vezes mais pessoas, e até por um filtro que segmenta e envia esse conteúdo para um público ainda mais ligado à marca. Porém, esse tipo de algoritmo mata a essência da plataforma. E exige dinheiro para funcionar com eficácia.

Pensando nisso, usuários e startups se uniram para adiar o “fim” do Instagram. A “Facebookzação” é uma tendência que ocorrerá em breve e já exige das marcas uma reflexão sobre a maneira de uso da plataforma. E para os usuários, resta entender que esse é o processo para todas as redes sociais, enquanto forem apps gratuitos. E, pelo visto, o próximo na lista de “mudanças que ninguém pediu” é o Snapchat. Teremos mais uma lição de marketing vindo aí?