O que esperar do E-commerce em 2016

E-commerce faturou R$ 18,6 bilhões no primeiro semestre deste ano

Por Thalita Linhares - Em 10.12.2015


Segundo a 32ª edição do relatório WebShoppers, divulgado pelo E-bit/Buscapé, o e-commerce faturou R$ 18,6 bilhões no primeiro semestre de 2015. O montante representou 16% de crescimento em comparação com o mesmo período de 2014, quando o setor faturou R$ 16,1 bilhões.

De acordo com dados do e-Bit, o varejo online brasileiro cresce aproximadamente 30% ao ano. Mas para 2016 é preciso ter cautela. Com a perspectiva de queda no PIB em torno dos 3%, com o dinheiro do crédito mais raro e caro, a tendência de retração no varejo é grande. Segundo Vivianne Vilela, Diretora Executiva da E-Commerce Brasil, 2016 não será um ano de grande crescimento para mercado. “Será um ano de fazer melhor, fazer mais com menos. A oportunidade é boa para o varejista utilizar com inteligência e tecnologia os dados e histórico dos já clientes, para potencializar recompras dentro do seu Estado, de forma que mantenha os seus custos e uma margem saudável em cada venda que fizer, uma vez que haverá mudanças nas alíquotas de PIS/CONFINS”, afirma.

PEC 197

A partir de janeiro do próximo ano passa a vigorar a Proposta de Emenda à Constituição 197/2012 (PEC), também conhecida como a PEC do comércio eletrônico. A proposta muda a distribuição e o recolhimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) entre os estados de origem e destino.

As empresas de comércio eletrônico e call-centers terão o prazo de aproximadamente de três meses para adequar os sistemas para impressão de notas fiscais, e alterar os fluxos de faturamento e financeiro para cumprir com esta regulamentação.

Com o cenário político e econômico enfrentado no país atualmente, esse último mês de 2015 pode ser um momento para pontuar acertos, erros, imprevistos e avaliações, para começar 2016 com um bom planejamento. “Não será um ano para amadores nos processos gerenciais e no entendimento da lógica do negócio e das demandas do mercado”, conclui Vivianne.