Profissão: mãe e empreendedora

Duas empreendedoras de sucesso contam como conciliar as duas rotinas

Por Vanessa Santos - Em 08.05.2015


Segundo estudo do Sebrae, o Brasil conta com mais de 7,2 milhões de empreendedoras e, muitas delas, são mães. E como todos sabem, e já foi inclusive falado em outro post aqui do blog, conciliar uma jornada de trabalho de pelo menos 40 horas semanais com a tarefa de ser mãe em tempo integral não é uma empreitada das mais fáceis. Com a proximidade do Dia das Mães, conversamos com duas empreendedoras e mães de sucesso a fim de saber: qual é o segredo para cumprir bem as duas funções?

Kátia Campelo tem 36 anos e é mãe da Alice, de 1 ano e 3 meses. A diretora do Espaço de Oratória Kátia Campelo tem uma jornada intensa de trabalho, mas acredita que todo o esforço vale a pena. “Se eu puder inspirar a minha filha, direi que foi minha melhor escolha. Só consigo dedicar-me a ela por ter meu negócio. Vale persistir, pois na balança os ganhos são muito maiores”, diz.

Outra empreendedora que cumpre jornada dupla é Lisabeth Braun, de 60 anos. A fundadora e atual conselheira da Dermage tem dois filhos, de 36 e 33 anos. Ela acredita que a vida que levava ajudou a deixar lições valiosas aos dois. “Eles aprenderam que não dá pra esperar as coisas acontecerem. É preciso ir lá e fazer, entrar no jogo pra ganhar e competir para ter sucesso”, diz. Vale destacar que a filha mais velha, Ilana Braun, hoje segue a trajetória da mãe: é CEO da empresa de dermocosméticos, o que concilia com a maternidade.

Mas como aliar a rotina de mãe e empreendedora, ambas tão intensas? “A minha dica é definir onde se quer chegar e as prioridades. Uma vez feito isso, não existe culpa em nenhuma das escolhas, tanto em dedicar um pouco mais de tempo para a família, quanto em focar mais no trabalho”, aconselha Kátia.

Já Lisabeth acredita que o grande problema das mães modernas é acreditar que precisam conciliar tudo. “Nossa cultura ainda prega que somos as grandes responsáveis por ser donas do lar e criar os filhos”, diz. Mas ela avalia ainda que tudo é uma questão de equilíbrio. “O acumulo de funções é o maior problema, e o importante é a qualidade de tempo que você dá para cada situação”.