Rio de Janeiro sobe oito posições no Índice de Cidades Empreendedoras 2017

Estudo da Endeavor analisou 32 cidades e levou em consideração sete pilares

Por Vanessa Santos - Em 04.12.2017


Depois de alguns anos em baixa, tudo indica que o Rio de Janeiro está “voltando para o jogo” quando o assunto é empreendedorismo. Pelo menos é o que diz a edição 2017 do Índice de Cidades Empreendedoras (ICE), elaborado pela Endeavor, que analisou 32 cidades brasileiras.

A cidade está na 6ª posição, uma melhora de oito colocações em relação ao relatório do ano passado, quando figurou a 14ª posição. O estudo é composto por sete pilares: ambiente regulatório, infraestrutura, mercado, acesso a capital, inovação, capital humano e cultura empreendedora. A melhora carioca foi puxada, em especial, pelo desempenho em infraestrutura graças à melhora do trânsito. No ano passado a cidade recebeu a pior avaliação no quesito fluidez de trânsito. Em 2017 subiu para a 24ª posição. Ainda abaixo da média mas, na avaliação dos pesquisadores da Endeavor, um avanço.

Pelo segundo ano seguido o Rio teve a pior nota no quesito ambiente regulatório, que leva em consideração itens como complexidade tributária e tempo para abrir um negócio. O tempo para regularização de imóveis, por exemplo, saltou de 210 para 471 dias, uma piora considerável. A cidade também tem a pior nota em relação a custo de impostos, em um indicador que combina as alíquotas de ICMS, IPTU e ISS e o número de incentivos fiscais.

No entanto, ainda segundo o estudo da Endeavor, os desafios em relação à desburocratização são parecidos em todas as regiões que participaram da pesquisa, enquanto a infraestrutura — ponto forte carioca — ainda tem aparecido como um diferencial. De acordo com Pedro Lipkin, coordenador de pesquisas da Endeavor, a simplificação de processos pode ser um objetivo alcançado mais facilmente. “Temos problemas de longo prazo, como infraestrutura e educação. As questões de ambiente regulatório podem ser tratadas de forma relativamente rápida. Fortaleza fez seu dever de casa, com um trabalho realizado tanto pela prefeitura como pelo estado”, comenta sobre a capital cearense, que hoje é considerada um exemplo a ser seguido e passou da 32ª para a 2ª posição no quesito tempo de processos.

O estudo completo, que contou com o apoio e a coleta de dados da EY, Sedi, Neoway, 99, Anprotec, CNI, Senai, Spectra Investments e Viva Real, está disponível no site http://info.endeavor.org.br/ice2017.